profissao maternidade

Como conciliar profissão e maternidade

A mãe dorme meia noite, acorda às 6 horas, arruma o café da manhã da filha mais velha, acorda a filha mais velha, escova os dentes, se arruma com uma roupa qualquer para levar a filha na escola, enquanto isso grita para a filha comer por causa do horário, troca de roupa na filha praticamente dormindo, faz coque porque hoje é dia de balé, acorda o filho bebê porque não tem ninguém para ficar com ele e vai junto levar a filha mais velha, sai correndo pelo corredor, coloca um na cadeirinha, coloco o outro, tenta atalhos para chegar na escola. Chegou só uns minutinhos atrasada, mas valeu! Volta pra casa, toma café com o filho menor no colo, dá fruta e vitaminas para ele, tenta enrolar com um brinquedo enquanto escova os dentes e se arruma para o trabalho. Cabelo preso e sem maquiagem (isso só mais tarde). Desce o elevador carregando bolsa, pasta do trabalho, mochila do bebê, bebê e vai se equilibrando até o carro. Coloca criança na cadeirinha e vai para escola dele, deixa na escola e segue para o trabalho. Aproveita todos os sinais fechados para fazer maquiagem (sim, mãe é assim!), fica nervosa se vai chegar no horário e enfim chega para mais um dia de trabalho. Final do dia, sai correndo, pega filha mais velha na escola, pega bebê na creche, dá banho em um e outro, dá comida para um e outro, brinca com um e outro, coloca para dormir um e outro. Enfim, vai tomar banho e tentar comer algo. Acabou o dia sentada no sofá pensando: amanhã tem tudo de novo!

profissao maternidade

Esse relato cansativo é minha “rotina de um dia normal”, mas não se assuste pode piorar caso tenha um engarrafamento ou alguém doente. Sou louca? Anormal? Diferente? Não!!!! Sou mãe que tenta conciliar profissão com a maternidade.

Tenho certeza que você que está lendo está pensando:  minha rotina é muito pior! Eu imagino que sim, tem rotinas piores e melhores e tenho consciência de que como eu sou autônoma tenho certa flexibilidade de horário. Graças à Deus!

O post de hoje faz parte de uma blogagem coletiva do mundo materno e o assunto é polêmico: como conciliar profissão e maternidade? Essa resposta vou te dar só no final (vai ter que ler tudo rsrsrs).

Esse é um assunto muito falado em rodas de bate papo materna (agora via whatsapp) e o que todas as mães que trabalham fora de casa tentam fazer: malabarismo.

Como toda mãe que trabalha fora de casa (porque não conheço mãe que não trabalha em casa ok) busco todos os dias uma maneira um pouco mais equilibrada de cuidar dos filhos, cumprir as obrigações maternas, trabalhar de maneira eficiente e investir na carreira. Como? Para ajudar fui ouvir a opinião de outras mães.

Busquei mães que tentam conciliar carreira com maternidade, mães que largaram o emprego para dedicar à família, mães que mudaram de área profissional para ter mais tempo com os filhos, mães que se dedicam à profissão e precisam abrir mão de alguns momentos em família.

Todas concordam que é muito difícil cuidar dos filhos, casa, marido, trabalhar fora, trabalhar em casa, estar bem, bonita, sexy, feliz e ainda tem TPM uma vez ao mês. Somos sobreviventes! Mas um ponto levantado na conversa online com outras mães é que os cônjuges precisam ajudar nas atividades do dia a dia.

 “Acredito que as coisas melhorariam bastante para gente se os homens fizessem a parte deles nos cuidados com a casa e com as crianças e não deixasse tudo nas nossas costas (Cali, mãe de criança de 6 anos)”

A grande verdade é que precisamos de ajuda e é difícil aceitar isso. O parceiro (marido/companheiro) não está fazendo favor em ajudar nas tarefas de casa e com os filhos, é obrigação dele também. Mas, muitas vezes, a gente mesmo não deixa que eles ajudem ou acha normal termos que fazer tudo. A gente se cobra demais.

“Estamos cada vez mais estressadas com tantas atribuições e ainda temos que cuidar da aparência e estarmos prontas para o sexo (Cali, mãe de criança de 6 anos)”

Há um tempo diziam que a rotina da mulher é dupla: fora de casa e dentro de casa. Mas se você parar para analisar friamente o dia a dia de todas nós, nossa rotina é penta (ou mais ainda rsrsrs). Além de tudo que tentamos dar conta, ainda precisamos estar magras, linda e loiras (rsrsrs) para um sexo muito bom. Eles querem é isso!

Largar a profissão para ficar com os filhos parece ser uma decisão fácil e simples, mas não é. É uma decisão carregada de frustrações, cansaço, culpa e cobranças. Veja dois depoimentos sobre isso:

“Eu parei de trabalhar por 1 ano porque meus filhos viviam doentes na creche. Hoje vou com uma carga horária menor e tenho ajuda dos meus pais (Fernanda, mãe de dois meninos de 6 e 2 anos)”

“Eu deixei a profissão para ficar com minha filha. Sempre imaginei isso para mim, mas confesso que temia não conseguir. Meu marido sempre me apoiou e a decisão estava tomada, mas fatores externos como família e amigos me desestabilizavam com comentários desnecessários. Me sentia inferior” (Larissa, mãe de bebê 10 meses)

 

Para as mães que não deixaram de trabalhar e conseguem se dedicar ao crescimento da carreira também parece fácil visto de fora né. Sempre achei que essas mães eram superiores porque eu (sinceramente) sou fraca demais para isso. Nesse bate papo online materno, percebi que tudo depende das circunstâncias e situação da família, sempre com apoio claro. Veja o depoimento que me ajudou a entender o ‘ser mãe’ e não somente ‘estar mãe’:

“Sou daquelas mães nunca param de trabalhar e se desdobram. Já cheguei a levar meu filho mais velho para uma reunião de planejamento estratégico no Guarujá quando ele tinha dois meses. Meu marido foi junto e na hora de mamar ele trazia o bebê, eu amamentava e voltava para a reunião” (Adriana, mãe de dois meninos de 12 e 5 anos)

“Tive um apoio muito grande do meu marido que abriu mãe da carreira dele para que eu seguisse a minha. Acredito que o que importa como mãe não é estar mãe, mas sim ser mãe. Mesmo à distância sempre estive presente acompanhando o desenvolvimento das crianças” (Adriana, mãe de dois meninos de 12 e 5 anos)

 

E quem disse que não podemos mudar de opinião e atitude? Podemos e devemos! Esse depoimento é de uma mãe que reavaliou sua vida profissional diante de uma situação muito sofrida com um dos filhos. Ela está buscando novos caminhos para conciliar os desejos de ser mãe e ser profissional ao mesmo tempo.

“Na minha primeira gestação não pensava em abandonar a profissão, pelo contrário, na minha licença maternidade senti muita falta da correria do trabalho. Já na segunda gestação, após acompanhar o nascimento do meu bebê prematuro e passar sete dias na UTI, senti medo de perde-lo, o que me encorajou a buscar uma atividade mais flexível. Hoje sou empreendedora e muito feliz!” (Luciana, mãe de uma menina de 3 anos e um bebê de 6 meses)

 

Foram tantos depoimentos emocionantes que ainda estou refletindo sobre o assunto de hoje: como conciliar maternidade e profissão e digo uma coisa, não sei. Acho que precisamos nos cobrar menos, pedir mais ajuda, aceitar que nem sempre conseguimos, e buscar nossos verdadeiros sonhos.

Até porque o tempo passa e os filhos crescem. Com o tempo tudo se ajeita melhor!

Aproveito para agradecer todas as mães que enviaram depoimentos e entraram nesse bate papo gostoso. Alguns depoimentos coloquei no texto, outros ficaram para minha reflexão pessoal.

E vamos juntas continuar nossa luta diária de ser mãe e profissional!

 

Abraços e até a próxima!

Outros blogs estão participando dessa blogagem coletiva com temas do mundo materno:

– Mães Apaixonadas

– Blog Trip Baby

– Mamafante

-Mãe Literatura

-Agora Somos Pais

-Nossa! São Gêmeos!

– Moms2moms

 

 

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