Desculpe o transtorno, preciso falar sobre ser mãe de dois

Essa semana fui surpreendida com um artigo que foi muito compartilhado intitulado “Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice” do Gregório Duduvier. Esse artigo foi publicado em um grande jornal e dizem que foi uma estratégia de marketing para divulgação de um filme. O que eu quero dizer sobre isso? Eu achei bem criativo o título e resolvi fazer minha versão escrevendo sobre a difícil arte de ser mãe de dois (de três, de quatro ou de muitos filhos, pois creio que sejam os mesmos dilemas).

Fonte: Freepik

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Eu sempre quis ser mãe e desempenho esse papel com muito amor e dedicação. Quando resolvemos engravidar a primeira vez foi mágico e curti cada instante da gestação, aprendi muito durante o desenvolvimento dos primeiros meses e anos da minha primogênita. Até que… resolvemos pensar em ter um segundo filho.

Na verdade, na roda de amigos esse era um assunto constante de questionamento e conversas, ter ou não ter um segundo filho. Isso porque sabemos que um filho dá trabalho e gastos (principalmente eu uma capital grande como Rio de Janeiro), mas o desejo que ter outro filho estava sempre em minha cabeça. Dentro de mim, eu sempre soube que queria outro filho, mas faltava coragem para dar esse passo.

E aí, parei o anticoncepcional e engravidei rapidamente. Lembro-me dos pensamentos quando vi o positivo no exame de farmácia: como eu vou dar conta de ter dois filhos????

E desde então estou vivendo as delícias e as dificuldades de ser mãe de dois. Na gravidez, é “só a barriga” que vai crescendo e junto com ela as questões gestantes normais. Primeiros meses, enjoos e adaptação à notícia; segundo trimestre, organização do enxoval e preparação da vida para o pós parto; terceiro trimestre, peso da barriga e dificuldades de fazer as coisas com o filho mais velho, ansiedade para o parto, finalização do enxoval e quarto do bebê.

A gravidez do segundo filho já é uma preparação para o que vai vir após o nascimento, porque a atenção e as atividades com o primeiro filho já ficam divididas.

Após o nascimento do segundo filho, a mudança é ainda maior. Recuperar do parto, cuidar do recém nascido, não dormir, não descansar, amamentar e tentar amamentar mais ainda…tudo é adaptação. Junto com isso, os ciúmes do irmão mais velho, organização da casa, busca por ajuda para o que não está dando certo (no meu caso dificuldades na amamentação), idas ao pediatra, exames e vacinas iniciais, dar atenção ao filho mais velho.

E tem mais…a emoção de perceber o amor que já existe entre os irmãos, a felicidade de saber que seu bebê está bem e saudável, a alegria de observar o bebê dormindo e mamando, os primeiros suspiros, os primeiros sorrisos involuntários, os primeiros banhos de sol, o encantamento de ter um bebê novamente.

Termino esse meu desabafo do primeiro mês de uma mãe de segundo filho me perguntando: vale à pena? Sem pestanejar respondo: vale muito.

Antes eu tinha dúvidas se queria o segundo filho, hoje não consigo imaginar como seria minha vida sem ele. A parte mais positiva do segundo filho é que sabemos que tudo passa e que o que sobrevive são as boas memórias.

Será que te animei ou te desanimei? Não sei! Só resolvi escrever esse relato para ler daqui a uns anos e rir disso tudo.

Beijos <3

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10 comentários sobre “Desculpe o transtorno, preciso falar sobre ser mãe de dois

  1. Gabrielle Burlandy disse:

    Verdade….
    A certeza que essa fase inicial ( dificuldade de amamentar, cólicas…) passa rápido é o que acalma o coração.
    #maededuas

  2. Genis Borges disse:

    Oi Bárbara, que relato lindo.
    Eu fiquei imaginando como é ter dois filhos, não deve ser fácil, mas deve ser lindo. Eu sempre quis ter dois, mas vejo que isso tem se tornado distante a cada dia, pois não tomei o passo de parar o remédio. Acho que penso muito em todas as dificuldades que enfrentamos.

    E sobre a amamentação, está conseguindo?
    Bjão, Genis.

  3. Fabiana Fontainha disse:

    Adorei seu relato. Estou justamente na fase de decidir se tenho o segundo ou não. Cadê a coragem? Não sei se dou conta, com um filho já é tão difícil! Mas ao mesmo tempo quero que ele tenha um irmão… vamos ver, acho que você me animou kkk Beijos, Fabi Fontainha

  4. Beatriz Borges disse:

    Infelizmente não consegui ser mãe de mais um, meu ex marido, na época marido era veementemente contra o segundo filho, depois td culminou na separação e fiquei sendo mãe de uma. Minha grande frustração é não ter tido outro filho. Eu estou maravilhada com seu relato, dividir suas impressões sobre a maternidade multiplicada por dois.

  5. Chris Ferreira disse:

    Oi Bárbara, eu também tive essas dúvidas todas e ainda tinha dúvida se eu amaria a segunda filha tanto quanto amava a primeira. Mas filho é ótimo, é maravilhoso e hoje eu até queria ter tido mais. Sempre brinco falando que podia ter vindo duas de cada.
    Lindo desabafo.
    beijos
    Chris

  6. Ariane Baldassin disse:

    Apesar de todas as dificuldades pelas quais passam as mães de dois (ou três ou mais), um filho sempre vale a pena. Sei como é … tinha só a Lara, tudo era pra ela e depois que a Lia nasceu muda tudo… mas aos poucos a gente vai se adaptando

  7. Ana Claudia disse:

    hahahah adorei. o post. Se um filho já temos uma monte de coisas para fazer e pensar imagina dois….
    Acho que esta é uma decisão super importante e cheia de amor. E ter irmão é sempre muito bom.

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