Relato do meu parto: Beatriz

Há 5 anos e 3 meses nascia minha princesa Beatriz, nascia também uma mãe, nascia uma família. Demorei muito para fazer o relato do parto dela, mas já contei oralmente essa história milhões de vezes nesse período. Estou fazendo questão de relatar agora para que minhas memórias não se confundam ou sejam influenciadas pelo parto do Lucas. Afinal, cada parto é único!

Então vamos lá! Antes mesmo de engravidar minha maior preocupação era o parto. Isso porque sou “fraca” para dor, desmaio para tirar sangue, tenho alergias à medicamentos (paracetamol e dipirona) e milhares de medos.

2011.04.19 (26)

Dia 19/04/2011 – na hora que Beatriz nasceu

Tentei não pensar nisso durante os primeiros meses de gestação e me concentrei em organizar o enxoval, quarto, trabalho. Li e fiz muitas amizades com outras mães para troca de experiências (viva o Orkut!). Mas nos últimos meses, o pensamento sobre o parto foi inevitável.

Minha obstetra sempre me perguntava que parto eu queria e por vezes me incentivou a tentar o parto normal dizendo que seria melhor para mim e para o bebê, que eu era nova, tinha tudo para dar certo etc etc etc. Confesso que parei para ler relatos e ver vídeos de parto normal e me apavorava a ideia de ficar horas em trabalho de parto, sofrendo de dor (já que sou “fraca”) e falei várias vezes “Parto normal só se Deus quiser muito”.

Já tinha tirado essa sugestão da minha cabeça, a data prevista para o parto era 02 de maio e eu agendei a cesárea para 26 de abril, já que dia 26 é sempre um dia especial para nossa família (a cesárea te dá esse privilégio de escolher a data). Eu estava ansiosa pelo parto, mas tranquila por ter marcado a data. Minha preocupação agora era a anestesia que eu estava morrendo de medo.

Completei 38 semanas de uma gestação muito tranquila, estava já um pouco inchada (dá para ver pelo nariz batatão), mas me sentindo muito bem. Fomos para Volta Redonda no final de semana ver a família, com orientação da minha médica que estava tranquila em relação à data do parto já marcado.

Fotos gestante feitas 10 dias antes da Beatriz nascer (olha o nariz batatão)

Foto gestante feitas 10 dias antes da Beatriz nascer (olha o nariz batatão)

Na 6ª feira fomos em uma inauguração de um novo pub em Penedo com meu cunhado e a namorada dele. No sábado foi aniversário da minha avó materna e fomos também, porém durante a noite de sábado senti muitas dores e, nitidamente, Beatriz tinha descido e encaixado. De sábado para domingo foi virada de lua, será que tem algo relacionado?

Quando amanheceu o domingo, minha barriga estava bem baixa e eu com medo do que iria acontecer. Pedi para o marido para voltarmos para o Rio logo cedo porque não sabia o que aquela “descida de barriga” realmente significava. Então, voltamos para casa domingo logo cedo.

Não senti mais dores, passamos o domingo em casa e segunda-feira fui passear pelo comércio do bairro, comprar frutas etc. Bati perna o dia todo, pois estava bem disposta. Dormi bem, mas umas quatro horas da madrugada de 2ª para 3ª feira comecei a senti dores (que depois soube que são contrações). Sentia um incomodo, levantei da cama para não acordar o marido, fui sentar em frente à televisão para me distrair com algum seriado. As dores continuavam…

Às 6 horas da manhã, senti um líquido escorrendo pelas pernas e logo pensei: minha bolsa estourou! Mas como, hoje ainda é dia 19 de abril. Acordei o marido, liguei para médica que pediu para ir para a maternidade. Pedi para o marido colocar na mala os itens que faltavam (eu deixei um papelzinho escrito para facilitar), tomei um banho para lavar meu cabelo e fomos para a maternidade. Do momento em que minha bolsa estourou, eu já não conseguia ficar ereta porque a dor era muito forte.

Chegamos na maternidade em 30 minutos, fui encaminhada para uma sala, a enfermeira colocou o monitoramento cardíaco para acompanhar o bebê, o médico plantonista veio e fez o toque. Não falou nada e disse que minha médica estaria chegando em instantes. Aproveitamos esse momento para ligar para a família no interior do Rio e avisar que Beatriz iria nascer.

Em no máximo 5 minutos minha médica chegou, pediu para fazer um novo toque e disse que estava na hora. Me encaminhou para sala de pré-parto, fui trocar de roupa e marido também. Marido vou resolver a parte burocrática de internação enquanto eu estava na sala de pré parto com minha médica. Foi quando ela me deu a notícia que me deixou apavorada e que mudaria para sempre minha ideia de parto. Ela disse que eu já estava com 7 de dilatação, o bebê já estava bem baixo e encaixado e que não dava mais tempo de reunir a equipe para cesárea, ou seja, o parto iria ser normal.

O que eu fiz? Comecei a chorar! Ela me consolou, me disse que ia ser ótimo tanto para mim quanto para o bebê. Marido chegou, dei a notícia e ele me acalmou. Fizemos uma oração juntos e as contrações estavam bem fortes. Perguntei para a médica se teria anestesia e ela disse que sim porque o médico estava chegando.

Quando o anestesista chegou, confesso que aquele medo que eu tinha agora era alegria em ver a salvação daquela dor desesperadora. A essa altura eu estava com 9 de dilatação e ele falou que iria dar pouca anestesia porque já estávamos quase lá. Realmente foi pouca anestesia, porque eu senti uns 10 minutos de alívio das dores e depois tudo de novo.

Enquanto isso, minha médica me orientava sobre o tipo de força a fazer e como iria ser o procedimento. Afinal, eu não tinha me preocupado em ler sobre o assunto, pois o parto normal não fazia parte da minha vida.

Meu marido ficou o tempo todo do meu lado, incentivando, me ajudando a respirar e a fazer força. Às 10 horas da manhã, Beatriz veio ao mundo e na hora que ela saiu, magicamente a dor acabou. Ela foi colocada no meu colo na mesma hora e meu coração se encheu de amor. Ainda hoje consigo experimentar aquele sentimento como se fosse agora. Meu marido cortou o cordão umbilical, Beatriz foi levada para o berçário para ser limpa, pesada e realizar os procedimentos de rotina do hospital. Pedi para o marido ir junto e não largar ela.

Fiquei na sala com minha médica que deu 3 pontos na episiotomia (corte no períneo para ampliar o canal do parto) realizada e logo fui encaminhada para meu quarto. Estava tonta, feliz, sem saber como era a recuperação de um parto, mas muito ansiosa para ter minha princesa nos meus braços de novo.

Depois de um tempo (não sei exatamente quanto), a enfermeira trouxe Beatriz e a colocou para mamar. Para minha surpresa, já tinha leite e ela mamou preguiçosamente. Daquele momento em diante, ela ficou conosco e fomos aprendendo a ser pais, trocar fraldas, dar banho, dar mama etc.

Recebemos a visita da vovó materna que veio correndo para ficar uns dias conosco. À noite a madrinha também veio do interior para uma visita bate-volta, afinal tinha que trabalhar no dia seguinte. Na manhã seguinte, os avós paternos vieram passar o dia. Alguns amigos nos visitaram e estava tudo maravilhoso.

Tive alta do hospital dois dias depois e fomos para casa começar nossa família em uma experiência enriquecedora dia a dia. Me emociono até hoje em lembrar de cada cena, cada sentimento.

No meu relato de parto, dá para perceber que Deus mostrou quem comanda a vida das pessoas. Além disso, depois de um tempo Ele apaga as memórias de dor e desespero do parto. Tanto que estou aqui tentando o parto normal, só que dessa vez de maneira consciente e com um pouco de estudo e leitura sobre os procedimentos que quero ou não.

Beatriz com 15 dias indo visitar avós em Volta Redonda

Beatriz com 15 dias indo visitar avós em Volta Redonda

Vou aproveitar para contar uma curiosidade sobre o nascimento da Beatriz. Quando engravidei e soube a data prevista para o parto, contei para minha mãe que logo falou: “Ela vai nascer no dia 19 de abril porque é aniversário do Roberto Carlos”. Para quem não sabe, minha mãe é completamente apaixonada pelo Rei, tem todos os cds, recortes de revista, vai nos shows e sabe todas as músicas dele. No dia 19 de abril, quando liguei para avisar que estava no hospital, ela disse que tinha acertado e que naquele dia, o Roberto Carlos estava fazendo 70 anos. Não duvido de mais nada que ela fale! Profetizou! rsrsrsrs

Toda mãe é mãe! Não importa que parto teve porque a experiência é sempre de muita alegria e renascimento.

Espero que vocês tenham gostado desse relato e em breve, terei o relato do parto do Lucas. Não sei o que esperar, como vai ser, quantas horas de trabalho de parto, se vou conseguir parir. Só sei que vai renascer uma nova mãe!

E você, como foi seu parto? Foi como esperado? Deixe sua experiência na área de comentários do blog.

 

 

Beijos <3

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12 comentários sobre “Relato do meu parto: Beatriz

  1. Jucy Cordeiro disse:

    “Tudo começa com a lua que vira…” lindo! Que bom que você coloca Deus à frente de suas decisões! Muita luz pra chegada de Lucas!

  2. Lucas Garcia lima Ronconi disse:

    Muito obrigado pelo carinho que eu tive na hora que coloquei a mão na barriga barbara medeu momentos da Beatriz eu dei uma luz pra ela . O deus me falou , a vida da Bia já mais um espírito traz uma verdadeira mulher cheio de ouro e riqueza . Bárbara a sua filha é uma beleza da sua vida isso que eu falei tudo da sua vida que está esperando outro bebê chamado Lucas coloquei a minha mão que vai iluminar o seu futuro que você me deu obrigado esse carinho você me deu sempre amando a sua vida um beijo do seu aluno mais especial nota 10000000000000 Lucas Ronconi

    • barbara disse:

      Lucas obrigada pelo carinho de sempre. Estou emocionada em ler seu relato! Saiba que você é muito importante para mim e “meu Lucas” vai adorar conhecer o xará dele. bjs

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